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No ano da música instrumental, a vitória de Galileu Arruda

A linha instrumental abre novas perspectivas e o resultado do festival é um painel da criatividade e diversidade brasileira.

Mantendo a tradição de inovar e surpreender a cada edição, o 7º Musicanto veio com novidades em 89. A principal era a criação de um espaço fixo para a música instrumental. Uma decisão que ampliou ainda mais o universo e a importância do festival. A abertura da linha instrumental fez chegar a Santa Rosa autores da importância do paulista Gereba, revelou talentos de Santa Rosa, como Marcelo Corsetti dos Santos – numa homenagem ao guitarrista Clóvis Alegre e expôs a alm instrumental de Pery Souza.

As novidades não pararam aí. Em palco, ela se refletiu na vitória de Galileu Arruda com “Cuñataís”, um chamamé que exalta o significado do cantor latino-americano. Interpretado por um “crooner” desconhecido dos festivais – Fausto Michelin – “Cuñataís” dividiu as atenções com “Amazônia”, canção paranaense do Nilson Chaves, interpretada por ele e Eudes Fraga. Pela primeira vez, o prêmio máximo quase saía do Rio Grande do Sul. “Amazônia” não ganhou mas continua como uma das mais belas canções daquele ano. Também na linha instrumental o primeiro prêmio do Musicanto ficaria com um gaúcho: Pery Souza, pelo delicado tango “Andréa”.

Genésio Tocantins que desde o início vinha a Santa Rosa, voltaria a brilhar novamente naquele ano. Só que através do corpo e da voz do mineiro Milton Edilberto. Ele classificou duas obras do cantador do norte entre as finalistas: “Destino Sanfoneiro” (homenagem a Luiz Gonzaga que acabou faturando o terceiro lugar) e “Cheio de Juras” (toada em parceria com Edilberto). E Elton Saldanha deixaria como marca, um blues regionalista: “Enquanto Isso Acontece”.

O resultado final se concretizou numa edição abrangente, abrigando homenagens ao rei do baião (“Destino Sanfonero”), chamamés (“Cuñataís”), tango instrumental (Andréa”), chorinho (“Sossego da Vila”), reggae (“Quer Namorar Comigo?”) e blues (“Enquanto Isso Acontece”).

No shows, o 7º Musicanto mandou ver, mais uma vez. Trouxe Sá & Guarabira, Raíces da América, Rui Biriva, Celso Viáfora, Tambo do Bando, Jean & Paulo Garfunkel, Nilson Chaves & Eudes Fraga, Lúcio Yanel, Murilo Fonseca e David Menezes Jr.

Naquele ano vieram pela primeira vez músicas de Renato Teixeira (SP), Carlos Brandão e Braguinha Barroso (GO e TO), Jaime Hasse e André Castro (MG), João Loureiro, Marcelo Melo e Toinho Alves.

Fonte: Revista Musicanto 10 anos – Novembro de 1992. Página 13.


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