Musicanto na mídia

A missão de um triador: ouvir para escolher, escolher para eternizar

Triar não é apenas separar. É mergulhar em versos e melodias que trazem consigo sonhos, histórias, sentimentos e a essência da cultura de um povo. Cada canção inscrita no Musicanto carrega a esperança de ser ouvida, de ecoar no palco, de se transformar em memória coletiva.

Nesse universo de 1.140 obras inéditas, o trabalho do triador exige não apenas ouvido apurado, mas também sensibilidade para perceber onde pulsa a autenticidade da música nativista e sul-americana. É uma missão silenciosa: ouvir com atenção, escolher com justiça e, acima de tudo, honrar cada obra confiada ao festival.

Coordenando essa equipe de triagem, Edson Flores de Campos resume o processo: “Cada obra traz o sonho de intérpretes, letristas e instrumentistas de apresentarem-se no palco do nosso festival. Por isso, selecionar as composições é uma responsabilidade, pois não é somente uma avaliação técnica: é sentir o que a poesia e a melodia querem dizer. É escolher não apenas pelo que encanta aos ouvidos, mas pelo que toca a alma e representa o espirito do Musicanto e sua grandeza.”

Durante dois dias de isolamento, os triadores mergulham nesse oceano de canções, atentos a cada detalhe. Ao final, emergirão 26 escolhidas — não como vencedoras apenas, mas como representantes da força cultural que faz do Musicanto um dos maiores festivais de nativismo da América do Sul.

Assim, a missão do triador é também a missão do próprio festival: dar voz ao que é genuíno, revelar talentos e eternizar em canções a alma de um povo.